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Paciente em fase terminal de câncer tem sonho de se casar realizado dois dias antes de morrer

Cerimônia organizada por voluntários emocionou profissionais, familiares e pacientes; jovem lutava contra um câncer agressivo.

👤 Damião Porfirio 📅 12 de julho de 2026 👁 74 ⏱ 2 min de leitura
Paciente em fase terminal de câncer tem sonho de se casar realizado dois dias antes de morrer

Um gesto de amor e solidariedade marcou os últimos dias de vida de Ana Paula Ribeiro, de 26 anos. Internada no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, para tratar um câncer em estágio avançado, ela conseguiu realizar o sonho de oficializar a união com o companheiro Felipe Alves, de 32 anos. Dois dias após o casamento, Ana Paula faleceu.

O casal vivia junto havia oito anos e tinha duas filhas, sendo a mais nova um bebê de apenas três meses. Segundo Felipe, o plano era celebrar o casamento após a recuperação da esposa. No entanto, o diagnóstico de um linfoma não Hodgkin de células T, descoberto após o nascimento da filha caçula, mudou completamente os planos da família.

Com o agravamento do quadro de saúde, Ana Paula expressou o desejo de se casar ainda durante a internação. Sensibilizados pela história, voluntários, profissionais do hospital e pessoas da comunidade organizaram a cerimônia em poucos dias.

Vestido de noiva, alianças, bolo, música e a presença de um pastor foram providenciados para transformar o quarto do hospital em um espaço de celebração. O casamento foi realizado na sexta-feira (3), cercado por emoção e carinho.

Dois dias depois, no domingo (5), Ana Paula morreu no hospital, ao lado do marido.

A iniciativa foi coordenada pela voluntária Maria de Lourdes, conhecida como Lurdinha, que há duas décadas desenvolve ações de humanização em hospitais. Ela conta que a ideia nasceu durante uma visita ao quarto da paciente e rapidamente mobilizou uma rede de solidariedade para tornar possível a realização do sonho.

Para Lurdinha, um dos momentos mais marcantes foi ouvir Ana Paula dizer, durante a cerimônia:

“Estou tão feliz.”

A frase, segundo a voluntária, resume o propósito de um trabalho dedicado a levar acolhimento, dignidade e esperança a pacientes em momentos de grande fragilidade.

A história de Ana Paula emocionou profissionais da saúde, familiares e milhares de pessoas nas redes sociais, tornando-se um exemplo de que, mesmo diante da dor, gestos de amor e solidariedade podem deixar marcas permanentes na vida de quem os presencia.


 

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