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CULTURA

Uso do celular antes de dormir prejudica o sono e pode afetar a saúde, alertam especialistas

Pesquisa aponta que 94% dos brasileiros usam o celular na hora de dormir. Hábito pode provocar insônia, cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração.

👤 Damião Porfírio 📅 14 de julho de 2026 👁 60 ⏱ 3 min de leitura
Uso do celular antes de dormir prejudica o sono e pode afetar a saúde, alertam especialistas

O hábito de usar o celular antes de dormir, cada vez mais comum entre os brasileiros, pode comprometer significativamente a qualidade do sono e trazer prejuízos para a saúde física e mental. Segundo uma pesquisa da NordVPN, 94% dos brasileiros utilizam o aparelho na hora de dormir.

O problema vai além do tempo gasto nas redes sociais. De acordo com especialistas em medicina do sono, a exposição à luz da tela e o conteúdo consumido pouco antes de dormir estimulam o cérebro justamente no momento em que ele deveria iniciar o processo de relaxamento.

Entre os principais efeitos estão a dificuldade para adormecer, despertares durante a madrugada, redução do tempo total de sono e noites menos reparadoras.

Além disso, a simples presença do celular ao lado da cama pode aumentar a ansiedade. Notificações, mensagens e preocupações relacionadas ao trabalho ou à vida pessoal mantêm o cérebro em estado de alerta, dificultando o descanso.

Sinais de que o celular está prejudicando seu sono

Especialistas orientam que alguns comportamentos merecem atenção, entre eles:

  • sentir necessidade de usar o celular até o momento de dormir;
  • demorar mais de 30 minutos para pegar no sono por permanecer conectado;
  • acordar durante a madrugada e verificar mensagens ou redes sociais;
  • sentir falta do aparelho quando ele não está por perto;
  • pegar o celular imediatamente ao acordar.

Os reflexos aparecem também durante o dia. A privação de sono pode causar falta de concentração, irritabilidade, fadiga, sonolência, redução do rendimento no trabalho ou nos estudos e aumento do risco de erros e acidentes.

Crianças e adolescentes exigem atenção redobrada

Os especialistas alertam que crianças e adolescentes são ainda mais vulneráveis aos efeitos das telas. Como o cérebro ainda está em desenvolvimento, os estímulos luminosos e o conteúdo consumido nos dispositivos eletrônicos podem retardar ainda mais o início do sono.

Nos adolescentes, isso agrava uma característica natural dessa fase da vida: a tendência de dormir mais tarde, o que pode comprometer o desempenho escolar e a saúde.

Como melhorar a qualidade do sono

Entre as principais recomendações dos médicos estão:

  • evitar o uso do celular pelo menos uma hora antes de dormir;
  • não utilizar o aparelho já deitado na cama;
  • silenciar notificações durante a noite;
  • manter o celular longe do alcance das mãos enquanto dorme;
  • substituir o tempo de tela por atividades relaxantes, como leitura, música ou audiolivros.

Caso as dificuldades para dormir sejam frequentes e afetem a rotina, especialistas recomendam procurar avaliação médica para identificar possíveis distúrbios do sono e receber o tratamento adequado.

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