Palma forrageira ganha destaque como aliada da pecuária durante a estiagem no Nordeste
Com alta produção de energia e resistência à seca, cultura ajuda produtores a garantir alimentação do rebanho nos períodos de escassez de chuvas.
Com a chegada do segundo semestre, período tradicionalmente marcado pela redução das chuvas no Nordeste, cresce a preocupação dos pecuaristas com a alimentação do rebanho. Nesse cenário, a palma forrageira volta a ser apontada como uma das principais alternativas para enfrentar os efeitos da estiagem.
Reconhecida pela alta resistência ao clima semiárido, a cultura tem se consolidado como um importante recurso para manter a produção pecuária mesmo durante longos períodos de seca.
De acordo com o proprietário da Fazenda Mandacaru, o principal desafio da criação de animais não é a oferta de proteína, mas sim de energia. Segundo ele, a palma forrageira se destaca justamente por apresentar elevado valor energético, contribuindo para a manutenção da condição corporal e da produtividade dos animais.
Além da elevada capacidade de adaptação ao semiárido, a palma também garante disponibilidade de alimento em momentos críticos, reduzindo os prejuízos provocados pela escassez de pastagens. A importância da cultura torna-se ainda maior em anos de influência do fenômeno El Niño, que costuma intensificar as estiagens em diversas regiões nordestinas.
Especialistas reforçam que o sucesso da cultura depende de um manejo adequado, desde o plantio até a colheita. Quando conduzida corretamente, a palma forrageira representa um investimento estratégico para aumentar a segurança alimentar do rebanho e reduzir as perdas causadas pelas condições climáticas adversas.
Para os produtores rurais, a adoção de tecnologias de manejo e o fortalecimento do cultivo da palma têm sido fundamentais para tornar a pecuária mais resiliente diante dos desafios impostos pelo clima do semiárido.