El Niño atinge intensidade recorde para julho e pode se tornar um dos mais fortes da história
Aquecimento das águas do Oceano Pacífico já supera 2°C, mas especialistas alertam que a evolução do fenômeno ainda depende das condições climáticas dos próximos meses.
O fenômeno El Niño alcançou uma intensidade inédita para o mês de julho, segundo análise da MetSul Meteorologia baseada em dados de monitoramento do Oceano Pacífico e em projeções de centros internacionais de previsão climática.
De acordo com o levantamento, o aquecimento das águas na região central-leste do Pacífico já ultrapassa 2°C acima da média, índice utilizado para caracterizar o fenômeno e associado aos episódios mais intensos já registrados.
A MetSul avalia que o El Niño de 2026-2027 pode se tornar o mais forte desde o início das medições instrumentais, caso as projeções para os próximos meses se confirmem.
Apesar do cenário, especialistas destacam que previsões climáticas de longo prazo envolvem incertezas. A intensidade final do fenômeno dependerá da evolução das condições oceânicas e atmosféricas ao longo do segundo semestre.
No Brasil, um El Niño de forte intensidade pode alterar significativamente o regime de chuvas e as temperaturas. Entre os principais impactos esperados estão períodos de estiagem mais prolongados em parte das regiões Norte e Nordeste, aumento do risco de incêndios florestais e mudanças no calendário agrícola, além de chuvas acima da média em áreas do Sul do país.
Meteorologistas recomendam que produtores rurais, gestores públicos e a população acompanhem as atualizações dos órgãos oficiais de monitoramento climático, já que a evolução do fenômeno poderá influenciar diretamente as condições do tempo nos próximos meses.