OMS alerta para riscos à saúde provocados por incêndios florestais e fumaça
Organização Mundial da Saúde afirma que monitoramento da qualidade do ar deve ser tratado como prioridade de saúde pública diante do avanço dos incêndios.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um novo alerta global sobre os impactos dos incêndios florestais e destacou a necessidade de proteger e monitorar a qualidade do ar como uma prioridade urgente de saúde pública.
Segundo a entidade, os riscos provocados pelos incêndios não estão restritos às áreas próximas às chamas. A fumaça pode ser transportada pelo vento por longas distâncias e comprometer a qualidade do ar em comunidades localizadas a centenas de quilômetros dos focos de incêndio.
A OMS alerta que a exposição à fumaça pode provocar impactos à saúde física e psicológica da população, especialmente entre pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e indivíduos com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Em comunicado, a organização destacou que países como Portugal e outras nações europeias estão entre os que enfrentam atualmente esse desafio.
A OMS informou ainda que sua representação na Europa trabalha em conjunto com governos para avaliar riscos, preparar respostas de emergência e disponibilizar recursos estratégicos diante dos episódios de incêndios florestais.
O alerta reforça uma preocupação que ultrapassa o combate direto às chamas: mesmo quando o incêndio está distante, a fumaça pode chegar a outras cidades e regiões e transformar a qualidade do ar em uma ameaça invisível à saúde.