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Golpes de engenharia social já representam 40% dos indícios de fraudes financeiras no Brasil

Criminosos exploram medo, urgência e confiança para convencer vítimas a fornecer dados ou realizar transferências

👤 Damião Porfirio 📅 23 de agosto de 2026 👁 73 ⏱ 2 min de leitura
Golpes de engenharia social já representam 40% dos indícios de fraudes financeiras no Brasil

Os golpes baseados em engenharia social já representam cerca de 40% dos indícios de fraudes financeiras registrados no Brasil. A estratégia consiste em manipular a vítima por meio de situações de urgência, medo ou falsa autoridade, levando-a a fornecer informações ou realizar transferências.

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o Brasil registrou mais de 9 milhões de indícios de fraude no primeiro semestre de 2026, entre casos suspeitos e confirmados. O número representa uma alta de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025.

Desse total, mais de 3,6 milhões de ocorrências envolveram engenharia social.

Entre as estratégias utilizadas pelos criminosos estão os falsos call centers, ligações de pessoas que se passam por funcionários de bancos e até falsas operações policiais. Em alguns casos, os golpistas mantêm contato com a vítima por dias ou semanas, utilizando telefone, WhatsApp, SMS e e-mail antes de tentar obter dinheiro.

O avanço da inteligência artificial também tornou os golpes mais sofisticados. Criminosos podem utilizar recursos como clonagem de voz, imagens e documentos falsificados para tornar as abordagens mais convincentes.

A engenharia social não depende necessariamente de uma invasão ao sistema bancário. O criminoso tenta, principalmente, enganar a própria vítima para que ela entregue os dados ou faça a operação por conta própria.

Enquanto isso, instituições financeiras também utilizam inteligência artificial e sistemas de biometria comportamental para identificar movimentações suspeitas, analisando fatores como dispositivo utilizado, horário, localização e histórico de transações.

Mesmo com esses mecanismos de proteção, os dados mostram que os golpes baseados na manipulação das vítimas continuam avançando.


 

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