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POLICIAL

Policial militar é baleado na cabeça durante ocorrência de som alto em Pernambuco

Imagens gravadas pelo celular do próprio soldado mostram momento do disparo; outro policial militar, apontado como suspeito, se apresentou à polícia

👤 Damião Porfirio 📅 27 de agosto de 2026 👁 16 ⏱ 2 min de leitura
Policial militar é baleado na cabeça durante ocorrência de som alto em Pernambuco

Imagens gravadas pelo celular do próprio policial militar Mateus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos, registraram o momento em que ele foi baleado na cabeça durante uma ocorrência relacionada a som alto, em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco. O vídeo passou a circular nas redes sociais nesta quinta-feira (27).

A Polícia Militar de Pernambuco confirmou a autenticidade das imagens, mas esclareceu que o vídeo não foi registrado por uma câmera corporal institucional.

Segundo a Polícia Civil, Mateus estava de serviço quando discutiu com o também soldado Nikollas Matheus de Lima Santos, que estava de folga. Durante a ocorrência, Mateus acabou atingido por disparos.

O policial foi socorrido inicialmente para um hospital local, depois transferido para o Hospital da Restauração, no Recife, e posteriormente encaminhado para outra unidade de saúde, onde permanece internado.

Nikollas, apontado como suspeito dos disparos, se apresentou espontaneamente à polícia na noite de quarta-feira (26) e foi encaminhado ao Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco, em Abreu e Lima.

O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio. A Polícia Militar também instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias da ocorrência, enquanto a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social realiza uma investigação sobre a conduta do militar envolvido.

Defesa alega legítima defesa

A defesa de Nikollas afirma que o policial agiu em legítima defesa durante uma troca de tiros. Segundo os advogados, ainda não havia prova conclusiva sobre quem iniciou os disparos.

A defesa também sustenta que testemunhas teriam relatado que Mateus sacou a arma antes e, mesmo após receber uma ordem do comandante da guarnição para guardá-la e entrar na viatura, teria desobedecido.

Os advogados negam ainda que Nikollas estivesse foragido. Segundo eles, o policial deixou o local por “autopreservação” e posteriormente entrou em contato com as autoridades para viabilizar sua apresentação.

As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do ocorrido e determinar as responsabilidades.


 

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