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INMET divulga primeiro boletim sobre o El Niño e alerta para risco de fenômeno forte até 2027

O primeiro boletim oficial traz as projeções detalhadas sobre o comportamento do fenômeno El Niño para os próximos meses

👤 Porfírio 📅 30 de junho de 2026 👁 12 ⏱ 3 min de leitura

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou nesta segunda-feira (29) o primeiro boletim oficial com as projeções detalhadas sobre o comportamento do fenômeno El Niño para os próximos meses. O documento, elaborado em parceria com outros órgãos federais de monitoramento climático, confirma que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial continua avançando e já apresenta características típicas de um evento de grande intensidade.

De acordo com o boletim, a temperatura da superfície do mar na região leste do Pacífico Equatorial, próxima à costa da América do Sul, já registra anomalias superiores a 2°C, um dos principais indicadores utilizados pelos meteorologistas para caracterizar o fenômeno.

Impactos previstos para o Brasil

As projeções indicam que, entre julho e setembro, o Brasil deverá apresentar padrões climáticos bastante distintos entre as regiões.

Na Região Sul, a tendência é de chuvas acima da média, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e outros eventos extremos.

Já no Centro-Norte do país, que inclui parte do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, a previsão aponta para chuvas abaixo da média histórica, cenário que pode favorecer períodos de estiagem, redução da umidade do solo e impactos sobre a produção agrícola.

O boletim também alerta para uma maior probabilidade de ondas de calor intenso, além do aumento do risco de incêndios florestais, principalmente durante os meses mais secos do ano.

Fenômeno pode persistir até 2027

Outro dado que chama atenção é a estimativa dos modelos climáticos. Segundo o INMET, existe mais de 90% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027.

Os estudos também indicam a possibilidade de o fenômeno atingir intensidade forte ou muito forte, o que amplia a necessidade de planejamento por parte dos governos e dos setores mais vulneráveis às mudanças climáticas.

Reflexos no semiárido

Embora os efeitos do El Niño não ocorram de maneira uniforme em todas as regiões do Brasil, especialistas lembram que, historicamente, o fenômeno costuma reduzir o volume de chuvas em grande parte do semiárido nordestino.

Caso as projeções se confirmem, estados como a Paraíba poderão enfrentar maior irregularidade nas precipitações, exigindo atenção especial ao armazenamento de água, à agricultura familiar, à pecuária e à gestão dos reservatórios.

Monitoramento permanente

Diante do cenário previsto, o INMET destaca que o acompanhamento será contínuo e que novos boletins deverão ser divulgados ao longo dos próximos meses para atualizar as previsões.

O órgão também reforça a importância de estados e municípios adotarem medidas preventivas para reduzir os impactos sobre a população, a produção agrícola, os recursos hídricos e o meio ambiente.

Especialistas recomendam que produtores rurais, gestores públicos e a população acompanhem regularmente as informações divulgadas pelos órgãos oficiais de meteorologia, já que a intensidade e os efeitos do El Niño podem variar ao longo do tempo.

 

Fonte: INMET

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