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Homem é preso duas vezes no mesmo dia por violência doméstica em Cajazeiras

O caso reacende a discrussão sobre o relaxamento de prisão em casos de violência doméstica

👤 Porfírio 📅 30 de junho de 2026 👁 15 ⏱ 3 min de leitura
Homem é preso duas vezes no mesmo dia por violência doméstica em Cajazeiras

Um homem de 44 anos foi preso duas vezes no último sábado (28), no município de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, suspeito de praticar violência doméstica contra a própria companheira. O caso ocorreu no Bairro da Esperança e voltou a chamar a atenção para os desafios enfrentados no combate à violência contra a mulher.

Segundo a Polícia Militar, a primeira ocorrência foi registrada por volta das 17h30, após denúncias de dano ao patrimônio e desordem no contexto de violência doméstica. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais, mas acabou sendo liberado.

Poucas horas depois, ele retornou à residência da vítima e, conforme a denúncia, tentou arrombar a porta da casa.

A mulher acionou novamente a Polícia Militar, que realizou uma segunda intervenção e prendeu o suspeito em flagrante.

Durante o atendimento da ocorrência, a vítima relatou sofrer ameaças frequentes e afirmou que as agressões físicas costumam ocorrer quando o companheiro faz uso de bebidas alcoólicas. Ela também informou que nunca havia denunciado episódios anteriores por medo de represálias e de perder a própria vida.

O homem foi encaminhado novamente à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Reflexão

Casos como este voltam a levantar um debate importante sobre a proteção das vítimas de violência doméstica. A prisão em flagrante, por si só, não significa que o suspeito permanecerá preso, pois a manutenção da prisão depende da análise do Poder Judiciário, que avalia os requisitos previstos na legislação para decretar uma prisão preventiva ou aplicar outras medidas cautelares.

Ao mesmo tempo, especialistas e entidades de defesa das mulheres alertam que muitas vítimas acabam sendo mortas justamente após episódios de ameaças ou agressões anteriores. Em diversos casos de feminicídio, havia registros policiais, boletins de ocorrência ou medidas protetivas já concedidas.

Por isso, autoridades reforçam que toda denúncia deve ser levada a sério e acompanhada de uma avaliação cuidadosa do risco enfrentado pela vítima. A adoção de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha pode ser fundamental para reduzir esse risco, embora cada caso dependa da análise das autoridades competentes.

Como denunciar na Paraíba

Mulheres vítimas de violência ou qualquer pessoa que presencie situações de agressão pode buscar ajuda por meio dos seguintes canais:

  • Polícia Militar: 190 (em caso de emergência);
  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180, serviço gratuito e disponível em todo o país, com orientação e encaminhamento;
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou qualquer Delegacia de Polícia Civil, que pode registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência;
  • Ministério Público da Paraíba e Defensoria Pública, que também prestam assistência às vítimas.

A violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar com o tempo. Romper o silêncio e buscar apoio das autoridades, da família e da rede de proteção pode ser decisivo para preservar vidas.

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