POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA CAÇA DE ANIMAIS SILVESTRES E APREENDE AVES, ESPINGARDAS E MATERIAIS DE CAÇA EM TAVARES
Ação foi realizada na zona rural do município; suspeito não foi localizado no momento da operação e deverá responder por crimes ambientais e posse irregular de arma de fogo.
A Polícia Civil da região de Princesa Isabel, por meio de equipes do Grupo Tático Especial (GTE) e de policiais civis de plantão, deflagrou na manhã deste sábado (12) a Operação Pugnas, voltada ao combate à caça de animais silvestres, na zona rural de Tavares, no Sertão da Paraíba.
Durante a ação, foram apreendidos três pássaros da fauna da Caatinga, sendo um cancão, um galo-de-campina e um filhote, além de duas espingardas, recipientes contendo pólvora e chumbo e gaiolas utilizadas para manter as aves.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito não estava no local quando os policiais chegaram e teria se evadido. Ainda conforme a corporação, ele foi identificado pelas iniciais J.P.S., de 35 anos, morador da zona rural de Tavares.
A investigação aponta, segundo informações levantadas pela equipe policial, para a prática de crimes relacionados à captura e caça de animais silvestres, inclusive com suspeita de finalidade de comércio ilegal de pássaros da fauna regional.
Durante a ação, os policiais também teriam encontrado indícios da matança de três mocós, que, conforme informações colhidas no local, teriam sido abatidos para consumo durante uma bebedeira.
A Polícia Civil destacou que o mocó (Kerodon rupestris) consta na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, segundo informações do ICMBio, sendo classificado na categoria Vulnerável (VU).
O investigado deverá responder em inquérito pelos crimes ambientais previstos nos artigos 29 e 32 da Lei de Crimes Ambientais, além do crime de posse irregular de arma de fogo, previsto no artigo 12 da Lei nº 10.826/2003, conforme informado pela Polícia Civil.
As aves apreendidas deverão ser soltas de volta à natureza, enquanto as gaiolas e as armas apreendidas deverão ser destruídas, conforme informado pela corporação.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar todas as circunstâncias dos fatos e eventual participação em outras práticas relacionadas à caça e ao comércio ilegal de animais silvestres.