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POLITICA

Cícero Lucena Aciona Justiça Eleitoral E Pede Cassação De Lucas Ribeiro Por Suposta Compra De Votos

AIJE protocolada no TRE-PB acusa campanha de utilizar plataforma eletrônica para registrar demandas de eleitores e organizar visitas, materiais e benefícios; governador e candidata a vice são alvos da ação

👤 Damião Porfírio 📅 01 de outubro de 2026 👁 13 ⏱ 4 min de leitura
Cícero Lucena Aciona Justiça Eleitoral E Pede Cassação De Lucas Ribeiro Por Suposta Compra De Votos

O candidato do MDB ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena, ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (Progressistas) e sua candidata a vice, Lígia Feliciano, por suposta prática de compra de votos nas Eleições 2026. A ação foi protocolada nesta quarta-feira (30) no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e apresentada publicamente durante entrevista da equipe jurídica da campanha de Cícero, em João Pessoa.

Segundo a ação, a campanha de Lucas Ribeiro estaria utilizando uma plataforma eletrônica para organizar visitas a eleitores, registrar suas intenções de voto e levantar demandas individuais que, conforme a acusação, seriam posteriormente transformadas em compromissos de campanha.

O documento afirma que a plataforma registraria a intenção de voto dos moradores antes e depois das abordagens, além de informações como necessidades relacionadas a saúde, exames, cesta básica, calçamento e outros serviços.

“A pretexto de ‘pesquisa’, registra a intenção de voto de cada morador antes e depois da conversa do cadastrador, colhe a necessidade pessoal do eleitor (...) e a converte no ‘compromisso’ da campanha”, afirma trecho da ação.

Plataforma Teria Registrado Milhares De Visitas

De acordo com a denúncia, em apenas cinco dias de funcionamento, o sistema teria registrado 8.526 visitas, envolvendo 1.287 colaboradores. A plataforma também teria um sistema de classificação por produtividade.

A ação afirma ainda que havia 1.596 colaboradores cadastrados, dos quais 1.339 estariam ativos, distribuídos em 17 grupos territoriais. Segundo o documento, as atividades abrangiam 97 bairros e 200 comunidades de João Pessoa, além de Bayeux, Cabedelo e Santa Rita.

No período analisado pela campanha de Cícero, a plataforma teria registrado:

  • 1.721 demandas individuais de cidadãos;
  • 723 pedidos de material;
  • 6.942 revisitas agendadas.

Entre os temas registrados nas demandas estavam saúde, segurança, lixo, cesta básica, exames, saneamento e calçamento.

A denúncia afirma que a chamada “fila de material” continha dados pessoais dos eleitores, como nome, endereço, bairro, telefone e identificação do colaborador responsável pela entrega. Já a “fila de revisitas” registraria datas, endereços e responsáveis pelo retorno.

Servidores Estaduais Entre Os Colaboradores

Outro ponto apresentado na AIJE é a alegação de que 276 colaboradores cadastrados na plataforma fariam parte da folha de pagamento do Governo da Paraíba.

A campanha de Cícero afirma ter tido acesso ao material após receber uma denúncia de uma pessoa que teria participado das atividades relacionadas ao sistema.

A ação também informa que uma denúncia havia sido apresentada ao Ministério Público Eleitoral (MPE) no dia 6 deste mês. Segundo o documento, integrantes do MPE teriam acessado a plataforma utilizando login e senha fornecidos durante a apuração.

O procedimento mencionado pela AIJE estaria sob segredo de Justiça, razão pela qual a campanha afirma não ter conhecimento de todos os atos realizados pelo Ministério Público Eleitoral.

Pedido De Cassação

Diante das acusações, a ação pede à Justiça Eleitoral a cassação do registro ou do diploma de Lucas Ribeiro e Lígia Feliciano, além da aplicação de multa aos dois investigados.

A campanha de Cícero também pede que ambos sejam declarados inelegíveis pelo período de oito anos.

As acusações apresentadas na AIJE ainda deverão ser analisadas pela Justiça Eleitoral, que poderá avaliar as provas apresentadas e as manifestações dos investigados antes de eventual decisão sobre as medidas solicitadas.

Observação: não tive acesso, nesta conversa, ao inteiro teor da AIJE nem a consulta externa em tempo real ao processo no TRE-PB; o texto acima organiza jornalisticamente as informações e alegações contidas no material apresentado.

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