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INPE confirma mais de 95% de chance de El Niño no segundo semestre e alerta para impactos no Brasil

De acordo com os especialistas, as condições oceânicas e atmosféricas indicam que o El Niño deverá se estabelecer gradualmente nos próximos meses, podendo permanecer ativo até o início de 2027.

📅 05 de julho de 2026 👁 86 ⏱ 3 min de leitura
INPE confirma mais de 95% de chance de El Niño no segundo semestre e alerta para impactos no Brasil

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmou que o Brasil deve enfrentar um novo episódio do fenômeno El Niño ainda no segundo semestre de 2026. Segundo uma Nota Técnica Conjunta elaborada pelo INPE, Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), a probabilidade de ocorrência do fenômeno já supera 95%.

De acordo com os especialistas, as condições oceânicas e atmosféricas indicam que o El Niño deverá se estabelecer gradualmente nos próximos meses, podendo permanecer ativo até o início de 2027. Os modelos climáticos também apontam a possibilidade de o fenômeno atingir intensidade forte ou muito forte.

O que muda no clima brasileiro?

Embora cada episódio de El Niño apresente características próprias, os órgãos de monitoramento destacam alguns padrões históricos que tendem a se repetir.

Nas regiões Norte e Nordeste, especialmente no leste da Amazônia e no semiárido nordestino, a tendência é de redução das chuvas, aumento das temperaturas e maior risco de estiagens prolongadas e incêndios florestais.

Para estados como a Paraíba, a preocupação é com a irregularidade das chuvas, o impacto sobre a agricultura, a pecuária e os reservatórios de água, exigindo planejamento por parte dos produtores rurais e dos gestores públicos.

Já na Região Sul, a previsão indica maior ocorrência de chuvas acima da média, aumentando o risco de temporais, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.

No Sudeste e Centro-Oeste, o cenário aponta para temperaturas mais elevadas e maior frequência de ondas de calor, além da possibilidade de períodos mais longos de estiagem em algumas áreas.

Monitoramento permanente

Os especialistas ressaltam que nenhum evento de El Niño é exatamente igual ao anterior. Por isso, apesar das projeções indicarem tendências climáticas, os impactos podem variar de uma região para outra e sofrer alterações ao longo dos próximos meses.

O INPE, o INMET, a Funceme e o CENSIPAM continuarão monitorando continuamente as condições do Oceano Pacífico e da atmosfera, com a divulgação de novos boletins sempre que houver atualização dos modelos meteorológicos.

A orientação é que a população, os agricultores e as autoridades acompanhem as informações dos órgãos oficiais para se preparar diante dos possíveis efeitos do fenômeno, que pode influenciar diretamente o abastecimento de água, a produção agrícola, a saúde pública e a ocorrência de eventos climáticos extremos em diversas regiões do país.


 

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