Homem que assustou moradores fantasiado em Pernambuco diz que queria apenas homenagear filme de terror
Em entrevista a uma emissora de rádio da cidade, Elivaldo Ribeiro de Sales, de 42 anos, conhecido como Uchoa, disse que nunca teve a intenção de causar medo ou prejudicar qualquer pessoa.
O homem que apareceu fantasiado durante madrugadas nas últimas semanas e assustou moradores do município de Xexéu, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, afirmou que sua intenção era apenas fazer uma brincadeira inspirada em um filme de terror.
Em entrevista a uma emissora de rádio da cidade, Elivaldo Ribeiro de Sales, de 42 anos, conhecido como Uchoa, disse que nunca teve a intenção de causar medo ou prejudicar qualquer pessoa.
“Não foi para fazer maldade com ninguém. Foi só uma brincadeira”, declarou.
Morador do distrito de Campos Frios e eletricista industrial, Elivaldo contou que criou o personagem inspirado no vilão da franquia de terror Jeepers Creepers (Olhos Famintos). Segundo ele, amigos já comentavam há bastante tempo que sua aparência, ao dirigir um carro antigo usando chapéu e capa, lembrava o personagem do filme.
O eletricista revelou ainda que pediu para que os vídeos fossem compartilhados em grupos de mensagens da cidade, sem imaginar a repercussão que o caso teria.
“O povo ficou com medo, mas a intenção não é fazer mal a ninguém. Só homenagear o filme”, afirmou.
Após a circulação das imagens nas redes sociais, o homem recebeu a visita de policiais militares e foi conduzido à Delegacia de Polícia de Xexéu para prestar esclarecimentos.
Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco informou que foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por perturbação da ordem e da tranquilidade pública.
Já a Polícia Civil informou que o caso continua sendo investigado pela 83ª Delegacia de Xexéu, que dará continuidade às diligências para esclarecer todos os fatos.
Quando uma brincadeira ultrapassa os limites
O episódio chama atenção para a responsabilidade sobre conteúdos divulgados nas redes sociais. Embora o autor afirme que tudo não passou de uma homenagem ao cinema, a repercussão gerou medo entre moradores e mobilizou as forças de segurança.
Especialistas lembram que atitudes que provoquem pânico, tumulto ou perturbem a tranquilidade pública podem gerar responsabilização, mesmo quando não existe intenção de praticar outro crime mais grave.
O caso reforça que, antes de transformar uma brincadeira em conteúdo para a internet, é preciso considerar seus possíveis impactos sobre a população e o trabalho das autoridades.