Ataque com mais de 40 tiros contra carro blindado volta a viralizar e segue sob investigação no Rio Grande do Sul
As câmeras de videomonitoramento registraram o momento em que criminosos cercam um Toyota Corolla blindado e efetuam mais de 40 disparos utilizando pistola, espingarda e carabina.
Um atentado registrado no dia 14 de maio, no município de Soledade, no norte do Rio Grande do Sul, voltou a ganhar repercussão nacional após as imagens do ataque circularem novamente nas redes sociais nas últimas semanas.
As câmeras de videomonitoramento registraram o momento em que criminosos cercam um Toyota Corolla blindado e efetuam mais de 40 disparos utilizando pistola, espingarda e carabina.
Apesar da intensidade do ataque, o motorista sofreu apenas um ferimento no ombro, enquanto a passageira saiu ilesa. Segundo a Polícia Civil, o veículo era blindado, fator que foi decisivo para evitar uma tragédia.
De acordo com o delegado Marcelo Gasparetto, responsável pelas investigações, quatro pessoas são apontadas como suspeitas de participação no crime: três executores e um suposto mandante. Até o momento, nenhum deles foi localizado.
Inicialmente, a vítima afirmou que o atentado teria sido motivado por questões pessoais relacionadas a ciúmes. No entanto, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a motivação seja mais complexa.
Segundo o delegado, o motorista já havia sido alvo de outra tentativa de homicídio no ano anterior. Na época, ele negou que tivesse sofrido qualquer ataque. Após o novo atentado, passou a relatar que acredita que os dois crimes tenham sido ordenados pelo mesmo mandante, apontado como integrante de uma facção criminosa.
As investigações também indicam que os atiradores provavelmente desconheciam que o automóvel era blindado. A quantidade de disparos e o armamento utilizado demonstram que o ataque foi planejado para executar a vítima.
Violência e crime organizado
O caso chama atenção pela ousadia da ação criminosa e pelo elevado poder de fogo empregado. Especialistas em segurança pública destacam que o uso de armas longas, como carabinas e espingardas, em ataques urbanos é um indicativo da atuação de organizações criminosas com maior capacidade logística e acesso a armamento de alto poder destrutivo.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do atentado. Até o momento, ninguém foi preso.
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