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Cesta básica sobe em 17 capitais em junho; João Pessoa registra a maior queda do país

Com a queda, a cesta na capital paraibana passou a custar, em média, R$ 689,95. Apesar do recuo, o impacto no orçamento do cidadão local permanece alto: considerando uma jornada diária de 8 horas, um trabalhador pessoense precisa empenhar 93 horas de serviço — o equivalente a quase 12 dias de trabalho — para adquirir os 12 itens básicos.

👤 Damião Porfírio 📅 09 de julho de 2026 👁 9 ⏱ 4 min de leitura
Cesta básica sobe em 17 capitais em junho; João Pessoa registra a maior queda do país

 

Cesta básica sobe em 17 capitais em junho; João Pessoa registra a maior queda do país

O custo da cesta básica de alimentos subiu em 17 capitais brasileiras em junho de 2026, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Em contrapartida, o Distrito Federal e as demais capitais registraram queda no valor médio dos alimentos. O principal destaque positivo foi João Pessoa, que apresentou o recuo mais expressivo do país, com uma redução de 3,97% no índice.

 

Com a queda, a cesta na capital paraibana passou a custar, em média, R$ 689,95. Apesar do recuo, o impacto no orçamento do cidadão local permanece alto: considerando uma jornada diária de 8 horas, um trabalhador pessoense precisa empenhar 93 horas de serviço — o equivalente a quase 12 dias de trabalho — para adquirir os 12 itens básicos.

 

No cenário nacional, as maiores altas do mês foram apuradas na região Norte: Boa Vista liderou o aumento médio (3,28%), seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Já no campo das reduções, logo após João Pessoa, os índices mais significativos foram observados em Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

 

O panorama para o primeiro semestre, contudo, é de inflação generalizada. Nos primeiros seis meses do ano, absolutamente todas as capitais acumularam alta nos preços da cesta, com taxas variando de 4,02% (em São Luís) a 21,48% (em Fortaleza).

 

O comportamento dos alimentos em João Pessoa

A variação de preços na capital da Paraíba entre maio e junho mostrou um alívio puxado pelo setor de hortifrúti, embora o feijão tenha pressionado o índice para cima.

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  • Em queda: O tomate foi o grande responsável por segurar o valor da cesta, despencando 25,83%. Também registraram baixa o açúcar cristal (-4,27%), o óleo de soja (-3,11%), a manteiga (-2,32%) e o café em pó (-1,98%).
  • Estável: O arroz agulhinha manteve os preços inalterados no mês.
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  • Em alta: O feijão carioca saltou 10,07% em junho. Outras altas foram registradas na banana (3,49%), farinha de mandioca (2,01%), pão francês (0,76%), leite integral (0,72%) e carne bovina de primeira (0,54%).

 

A longo prazo, a inflação acumulada desenha um cenário mais severo. Nos últimos 12 meses, nove dos 12 produtos da cesta básica ficaram mais caros em João Pessoa. O feijão carioca lidera o acumulado com uma forte alta de 46,12%, seguido de perto pelo tomate (27,69%). A carne de primeira (8,29%) e a farinha de mandioca (5,50%) também acumulam altas expressivas no período.

 

Os extremos do custo de vida no Brasil

A pesquisa do Dieese detalha a disparidade regional nos preços dos alimentos essenciais pelo país. São Paulo segue com o custo de vida mais elevado no setor alimentício, enquanto Aracaju registra os menores valores.

Capitais Mais Caras (Junho/2026)Valor MédioCapitais Mais Baratas (Norte/Nordeste)Valor Médio
São PauloR$ 965,47AracajuR$ 630,40
CuiabáR$ 937,93São LuísR$ 654,73
Rio de JaneiroR$ 920,94MaceióR$ 671,41
FlorianópolisR$ 918,42NatalR$ 686,07

Nacionalmente, o feijão foi o grande vilão do mês passado, subindo em todas as cidades pesquisadas. O arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral também repetiram a tendência de alta generalizada no país.

Distanciamento do salário mínimo ideal

Tomando como base a cesta mais cara do território nacional (São Paulo), o Dieese calculou o valor do salário mínimo necessário para cumprir as exigências da Constituição Federal — que prevê que o piso salarial deve cobrir gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em junho, o salário mínimo ideal de acordo com a entidade deveria ser de R$ 8.110,92. O valor estimado é cinco vezes maior do que o salário mínimo atual vigente no país, fixado em R$ 1.621.

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