Governo Federal cobra planos de estados e municípios para enfrentar impactos do El Niño
Medida dá prazo de 30 dias para que gestores apresentem ações de prevenção a incêndios florestais e estratégias para reduzir os efeitos do fenômeno climático.
O Governo Federal determinou que estados, o Distrito Federal e os municípios apresentem, no prazo de 30 dias, suas prioridades e planos de ação para enfrentar os impactos do fenômeno El Niño, com foco na prevenção e no combate aos incêndios florestais.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União e atende a uma recomendação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo. O ato é assinado pelo ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Além de encaminhar suas estratégias, os governos estaduais deverão aprovar planos de manejo integrado do fogo e regulamentar medidas preventivas voltadas às propriedades rurais, respeitando as características de cada região. Os municípios também deverão elaborar seus planos dentro das competências previstas em lei.
A iniciativa busca evitar que o país enfrente novamente um cenário semelhante ao registrado em 2024, quando o Brasil contabilizou um número recorde de incêndios florestais durante um período de atuação do El Niño.
Preocupação cresce com avanço do fenômeno
As projeções dos órgãos de meteorologia indicam que o El Niño deve ganhar intensidade ao longo do segundo semestre de 2026, coincidindo com o período mais seco em grande parte do território brasileiro.
Além de favorecer o aumento das temperaturas e reduzir as chuvas em diversas regiões, o fenômeno eleva significativamente o risco de queimadas e incêndios em áreas de vegetação.
Os impactos também podem atingir a economia, especialmente o setor agropecuário. A redução das chuvas e o aumento do calor tendem a afetar a produção agrícola e pecuária, com reflexos no abastecimento e nos preços dos alimentos.
No Nordeste, especialmente no semiárido, especialistas alertam para a necessidade de planejamento antecipado, considerando os possíveis efeitos sobre os reservatórios de água, a agricultura familiar e a segurança hídrica.
O Governo Federal afirma que a articulação entre União, estados e municípios será fundamental para reduzir os impactos ambientais, econômicos e sociais de um fenômeno que pode ser um dos mais intensos dos últimos anos.