ANÁLISE | Brasil decepciona, perde para a Noruega e dá adeus à Copa do Mundo de 2026
A derrota marca um momento difícil para o futebol brasileiro.
O sonho do hexacampeonato chegou ao fim mais cedo. Neste domingo (5), a Seleção Brasileira foi derrotada por 2 a 1 pela Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, e acabou eliminada da competição.
A derrota marca um momento difícil para o futebol brasileiro. Após uma campanha que alternou bons momentos e atuações irregulares, o Brasil não conseguiu confirmar o favoritismo diante dos noruegueses e encerra sua participação antes das quartas de final.
O jogo começou eletrizante. Logo aos três minutos, Patrick Berg chegou a balançar as redes para a Noruega, mas o gol foi anulado por impedimento.
Pouco depois, aos 13 minutos, o Brasil teve uma oportunidade de ouro para abrir o placar. Após revisão do VAR, o árbitro marcou pênalti sobre Matheus Cunha. Na cobrança, porém, Bruno Guimarães parou no goleiro Ørjan Nyland, que iniciou ali uma das maiores atuações individuais desta Copa do Mundo.
Durante toda a partida, Nyland foi o grande destaque da seleção norueguesa. Defendeu finalizações perigosas de Gabriel Martinelli, Rayan e Vinícius Júnior, mantendo o placar zerado e aumentando a pressão sobre os brasileiros.
No segundo tempo, apareceu o jogador que todos esperavam.
Erling Haaland, principal estrela da Noruega, mostrou por que é considerado um dos melhores atacantes do futebol mundial. Aos 33 minutos da etapa final, abriu o placar aproveitando uma oportunidade dentro da área. Já aos 44 minutos, acertou um forte chute de fora da área, sem chances para Alisson, ampliando para 2 a 0 e praticamente definindo a classificação.
O Brasil ainda diminuiu nos acréscimos. Após nova intervenção do VAR, Neymar converteu cobrança de pênalti, marcando o gol de honra da Seleção e fechando o placar em 2 a 1.
O que explica a eliminação?
O resultado evidencia problemas que acompanharam a Seleção durante boa parte do torneio.
Apesar de criar oportunidades, o Brasil voltou a apresentar dificuldade nas finalizações e desperdiçou um pênalti que poderia ter mudado completamente o rumo da partida.
Defensivamente, a equipe também encontrou dificuldades para conter Haaland, que aproveitou os espaços deixados pela defesa brasileira e foi decisivo quando teve oportunidade.
Outro fator importante foi o desempenho do goleiro norueguês. Nyland fez uma atuação praticamente impecável e impediu que o Brasil transformasse o domínio territorial em vantagem no placar.
Trabalho de Ancelotti entra em debate
A eliminação também aumenta a pressão sobre o técnico Carlo Ancelotti.
Contratado com a missão de recolocar o Brasil no caminho dos títulos mundiais, o treinador encerra sua primeira Copa do Mundo sem alcançar o principal objetivo.
A partir de agora, a Confederação Brasileira de Futebol deverá avaliar o planejamento para o próximo ciclo, que culminará na Copa do Mundo de 2030.
Fim do sonho do hexa
Enquanto a Noruega segue viva na competição, impulsionada por Haaland e por uma defesa consistente, o Brasil volta para casa mais uma vez sem conquistar o tão esperado sexto título mundial.
A eliminação reforça um debate que já acompanha o futebol brasileiro há algumas Copas: a necessidade de renovar processos, fortalecer a formação de atletas e transformar o talento individual em um projeto coletivo capaz de recolocar a Seleção no topo do futebol mundial.
O sonho do hexa fica adiado. Resta agora ao Brasil iniciar mais um ciclo de reconstrução, aprendendo com os erros para voltar mais forte na próxima Copa do Mundo.